segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

baião de dois vegetariano

Aproveitando a fartura do feijão verde, com o restante do feijão cozido, fiz um baião de dois bem simples mas muito gostoso. Pra ficar melhor ainda, poderia servir com banana da terra grelhada ou frita, ou abóbora japonesa assada (sugestão da Márcia Villaça que cozinha muita coisa boa), cubos de queijo coalho chamuscado na grelha do fogão, couve à mineira, enfim, várias possibilidades.

Uma outra vez, já havia feito o baião de dois, mas eu estava confusa em relação ao feijão. É que me venderam feijão fradinho como se fosse feijão de corda...rs

Desta vez, depois de cozido, o feijão verde  ficou escurinho como deve ser, bem diferente do feijão fradinho. O feijão verde, depois de seco é o feijão de corda. Acho que agora entendi. 

Bom, vamos ao que interessa, a receita do baião melhorado:

Ingredientes
-1 xícara de feijão verde cozido
-1 xícara de arroz
-1/2 pimentão amarelo em cubos 
-1 cebola grande cortada em meias luas bem fininhas
-2 dentes de alho amassados
-1 colher de sopa de azeite (pode ser dendê)
- raminhos de coentro a gosto
- sal e pimenta do reino a gosto
- aproximadamente 2 xícaras de água quente

Refogue a cebola com o azeite, o sal e a pimenta até que fique dourada. Junte os alhos amassados, o pimentão e o feijão pré cozido. Refogue mais um pouco. Coloque o arroz lavado, misture bem, acrescente a água, os raminhos de coentro e deixe que cozinhe e água do arroz seque. Sugiro deixar uma chaleira de água quente ao lado, caso seja necessário mais um pouco. 


Sugestão: sirva com pimenta biquinho, banana da terra grelhada, queijo coalho em cubos e couve mineira. Comida boa é uma comidinha simples com os ingredientes da estação. 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

farofa de feijão verde, alho poró e cebola roxa com dendê

É tempo de feijão verde! E eu tive a sorte de encontrar ele assim, fresquinho, na vagem. Pelas ruas de Sampa há vários carrinhos com pessoas vendendo feijão assim, cacau, pequis, umbus e outras coisas que antes eu não via por aqui, a não ser que fosse até o mercado municipal. Este maço de feijão verde eu achei na Av Jabaquara, perto do metrô Saúde, pra quem conhece a região, basta dar uma voltinha que, numa das esquinas, encontrará rapidinho!




Dando uma pesquisada rápida na internet, achei várias informações sobre as propriedades dele, Além do ferro e proteínas que são comuns de outros feijões, ele é rico em vitamina K e antioxidantes. Além disso, há outras pesquisas que dizem que ele reduz o colesterol e traz vários outros benefícios pra saúde.

Para fazer esta receita, debulhei o feijão, cozinhei-o em água e sal e reservei.
Ele pode ser guardado assim, somente cozido, por alguns dias na geladeira. 
Farofa de feijão verde, alho poró e cebola roxa com dendê
Ingredientes:

- 1 xícara de chá rasa de feijão verde cozido
-1 xícara de chá rasa de farinha de mandioca (usei a torrada)
- 1/2 talo de alho poró em rodelinhas
- 1 cebola roxa pequena cortada em cubinhos
-1 colher de sopa de manteiga
-1 colher de sobremesa de azeite de dendê
- sal e pimenta do reino a gosto
- salsinha e cebolinha  para finalizar
Refogue a cebola roxa com o alho poró e o dendê, acrescente o feijão, a manteiga e, assim que a manteiga derreter, coloque a farinha de mandioca. Misture bem, tempere com sal a gosto, pimenta do reino moída na hora, salsinha e cebolinha picadinha.


Na minha farofa coloquei essa flor de capuchinha que é comestível e também tem várias propriedades. Essa planta é comum ser usada em saladas, tanto as folhas como as flores são comestíveis, ricas em vitamina C, são usadas para combater tosse e bronquite e infecções urinárias.
E essa é a capuchinha que temos no nosso quintal :)


 ❤

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

cozinhando com couve rábano

Couve rábano é o nome desse vegetal da família da couve, pouco comum por aqui, já que o seu plantio dá-se melhor em climas frios. No entanto, como temos uma pessoa que possui uma horta na família, quase toda semana ganhamos verduras fresquinhas e orgânicas, o que é uma sorte imensa, já que os orgânicos estão muito caros e os demais produtos são cada vez mais cheios de veneno...
Apesar de não ser nutricionista, posso dizer que fiz uma breve pesquisa e soube que esse vegetal possui pouquíssimas calorias e muitos benefícios.
Para saber os benefícios selecionei esse link AQUI.

Como saber o que vou fazer com isso?

Bom, pra começar, lavei e descasquei a couve rábano, sem descartar as folhas, que são deliciosas.
Juntei mais um pouco de couve manteiga que havia na geladeira, refoguei bastante alho com azeite e mandei a couve toda pra panela. Temperei com sal e fui acrescentando água aos pouquinhos pra cozer a parte branca, que é mais durinha. Quando estava macio ao espetar do garfo, deixei secar a água até tostar um pouco o refogado (aquela famosa "pegada" no fundo da panela).





E então, minha couve rábano refogada ficou assim:



Mas além disso, já cozinhei a couve rábano dentro do feijão e também ficou muito boa.

Essas são duas utilizações básicas, mas claro que, dependendo da criatividade, pode-se achar outras tantas. Já vi por aí gente que faz um prato indiano com ela, gente que faz uma entrada quase artística com a parte branquinha, gente que rala e põe na salada, enfim, cada um tem sua experiência. Aliás, enquanto escrevo este post, acaba de me ocorrer, que ela pode ser usada pra fazer um suco detox, já que possui antioxidantes e muita vitamina C!

Bom, espero que tenham gostado, enquanto comemos couves rábano, continuo à procura da bendita fruta pão...

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

um bom couvert vai muito bem!

Depois de um breve sumiço, algumas coisas boas pra contar! É que tiramos umas pequenas férias e andamos por aí comendo umas coisinhas gostosas aqui e ali. E isso é uma das coisas mais legais de uma viagem, porque a gente sempre volta com novas ideias, senão novos temperos e utensílios de cozinha na bagagem. 
Mas esse post é mesmo sobre os dois couvert mais gostosos que já comi. 

O primeiro deles é um palmito pupunha assado em palitinhos com ervas e azeite, muito simples e delicioso! Foi servido com um pãozinho caseiro ainda quentinho e muito macio (ótimo pra molhar no azeite, como boa filha de portugas!). O mais bacana é que esse pãozinho foi feito com fruta pão, disse a garçonete do restaurante Casa do Fogo em Parati-RJ. Eu não conhecia a fruta pão (e ainda não conheço pessoalmente) mas fui correndo no Google olhar, o nosso santo pai dos burros high-tech! hehehe
Ela é um fruto desses que dá em árvore e a gente nem imagina que é comestível. Só resta saber onde encontrar aqui em Sampa, se você souber, me conta. Estou louca pra fazer um pão com essa fruta, que é muito rica em proteínas.





O segundo couvert delicioso é do restaurante Rosa Madeira em Gonçalves-MG, onde estivemos em outra ocasião. Não sei precisar o nome que ele leva no cardápio da casa, mas lembro muito bem, era uma espécie de terrine feito com queijo de cabra, coberto com pesto de azedinha (hortaliça muito comum naquela região) e pãezinhos caseiros com castanha do pará (esses que aparecem no espetinho). Além disso, havia um outro queijo (requeijão mineiro) servido com um chutney de banana por cima. Nossa, isso era maravilhoso, eu comeria só o couvert, juro!  



Eu adoraria aprender a fazer uma terrine como essa e encontrar fruta pão aqui em Sampa pra começar a fazer minhas experiências. O que será mais fácil resolver primeiro? :)

molho de salada e pequena horta em vasos :)

O verão está chegando, saem as sopinhas e chegam com tudo as saladas. Para isso, gosto de fazer um molho refrescante e com muito sabor, que faz toda a diferença na hora de servir uma saladinha. E neste caso, minha salada foi muito especial, porque eu mesma plantei e colhi as alfaces e azedinha (folhas verde escuras).

Ingredientes do molho para duas pessoas:

- 3 colheres de sopa de iogurte natural 
- 1 colher de chá de mostarda (usei a Dijon)
- 1 pitada de gengibre fresco ralado (preferência aquele ralador que deixa lasquinhas muito pequeninas)
- 1 colher de chá de suco de limão
- sal e pimenta do reino a gosto

Misture muito bem todos os ingredientes, batendo com um pequeno fuê. Sirva sobre a salada.




E mesmo se você não tem um pedaço de terra, anime-se: é possível cultivar alfaces em vasos. Elas precisam de sol durante o dia e rega todas as noites. Estas alfaces mimosas foram plantadas com aquelas sementes em saquinhos que compramos em loja de ração de animais. Basta seguir as instruções do saquinho, não tem segredo. 


Bom, estas aqui já foram comidas, hora de plantar mais! ;)

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

pessoal, editei o post do queijo fresco!

Olá, você que passa por aqui nesta segundona braba!

Editei o post do queijo fresco caseiro com fotos muito melhores do passo a passo. Corre lá pra ver que fácil fazer esta delícia: queijo fresco caseiro fácil

E uma linda semana pra você!


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

lasanha rápida de abobrinha da Carla

Dia desses a Cá queria fazer uma coisa gostosa vegetariana pra mim, foi então que ela inventou uma lasanha de abobrinha deliciosa e que não demora quase nadinha pra fazer! Rapidinho você monta, coloca no forno, enquanto ele faz o seu trabalho, você toma uma cervejinha (ou o que der na telha) e pronto: jantarzinho bacana pra alegrar a semana.

Ingredientes: 

-1 abobrinha media fatiada no cortador de batata chips (aquele que deixa bem fininho)
-aproximadamente 200 gramas de mussarela
-1 tomate maduro
-1/2 xícara de polpa de tomate
-ervas aromáticas a gosto
-alho a gosto (a nossa ela fez com bastante alho, nós adoramos!)
-um fio de azeite
-uma pitada de sal (bem pouquinho, pois a mussarela já costuma ser salgada)
-requeijão para salpicar entre uma camada e outra (opcional)
-queijo parmesão ralado para polvilhar em cima

Bata no liquidificador, o tomate, a polpa e os demais temperos,   em um refratário, coloque primeiro uma camada desse molho, uma de abobrinha fatiada, outra de queijo, salpique umas gotas de requeijão entre uma e outra se desejar. E assim vá intercalando as camadas de modo que a última seja de molho. Cubra com queijo ralado e leve ao forno até dourar. Serve duas pessoas.



Ai que fome!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

batayaki de legumes e cogumelos

Segundo nossa amiga Deborah, "Batayaki é um prato japonês à base de legumes e frutos do mar refogados na manteiga e mergulhados levemente em um molho de shoyu com nabo ralado! Acompanha, claro, gohan e chá verde! "

E mais do que isso, é um prato pra sentar em volta, cozinhar junto e partilhar com as pessoas. E isso pode levar o tempo que você quiser. É uma delícia!

Para isso você vai precisar de uma panela elétrica como essas das fotos.

Os legumes e verduras que sugiro comprar são: espinafre, ervilha torta, vagem japonesa, cebola, broto de feijão, berinjela, pimenta cambuci. Fica delicioso também se você colocar um pouco daquele macarrão para yakisoba fresco, tofú em cubos e cogumelos. Já fizemos com cogumelos paris e com shimeji, adorei os dois. Para uma versão não vegetariana, você pode colocar camarões e anéis de lula também.

Você irá precisar também de molho shoyu, manteiga e um nabo.

A manteiga deve ser colocada na panela elétrica, aos pedacinhos, junto com os legumes e, o molho shoyu, você coloca em tigelinhas com um pouco do nabo ralado para ir regando os legumes de vez em quando ou molhando os legumes na saída da chapa, tomando o cuidado pra não salgar demais.

Essa é a foto de um batayaki para 6 pessoas que nossa amiga Deborah fez lá em casa:




E a próxima, é uma foto de um outro batayaki, bem menor, feito pra duas pessoas, uma boa dica aliás de jantar bem levinho. Nesse dia, ao invés da manteiga usamos azeite e, no lugar do nabo, ralei gengibre no molho.



Humm!

Aproveitando, vou apresentar aqui, o mais novo definitivo membro da família: Ozzy!


Resgatamos esse jovem cão em fevereiro deste ano e tentamos arranjar um dono bacana pra ele, mas não deu certo, até que desistimos! Já estamos apaixonadas demais, não podemos mais com essa ideia de ficar sem ele. 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

torta de liquidificador sem glúten e sem lactose

Achei na internet várias receitas de tortas sem glúten, mas nenhuma estava nos agradando 100%. A Carla tem uma leve intolerância ao glúten, por isso, ao menos durante a semana, ela leva lanchinhos sem glúten para o trabalho. E evitar o glúten pode ser uma boa pra todo mundo, afinal, parece que ele não é lá muito bom pra saúde, não é mesmo? Foi assim que cheguei nessa receita aqui, que ao meu ver fica boa por conta do legume cozido, além de ficar com uma cor bem bonita! E a massa não fica esfarelando ou seca como algumas, fica bem gostosa.

Ingredientes da massa:

-1 cenoura ou 1 mandioquinha cozida
-1 copo de água do cozimento da cenoura (ou mandioquinha)
-1/2 copo de óleo de milho
-2 ovos
-1 copo de farinha de arroz
-2 colheres de sopa de amido de milho (ou fécula de batata)
-1 colher de sopa rasa de fermento químico
-1 colher de chá rasa de sal marinho

Recheio à gosto. Este recheio foi de legumes, fiz um refogado com: alho poró, pimentão, tomate, cebola, palmito, azeite, ervas diversas do quintal e pimenta do reino. Mas você pode usar a criatividade e o que tiver na geladeira.

Bater no liquidificador o legume cozido com os líquidos, acrescentar as farinhas e bater bem, por último acrescentar o fermento e bater para misturar. Se você gostar de alho, pode bater, junto à massa, um dente de alho. Untar uma assadeira média (usei uma redonda de aproximadamente 25 cm de diâmetro) com óleo e farinha de arroz, colocar uma camada da massa, uma camada de recheio e outra camada de massa. Polvilhar por cima, gergelim ou orégano e queijo ralado, se preferir. Levar ao forno médio, pré aquecido por 5 minutos até assar e dourar (aproximadamente 30 min.).



Aí é só partir pra hora do lanche! 

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

homenagem à Capitu

Ontem perdemos a Capitu.

Ela foi uma cã muito feliz. Ela correu atrás das moscas, mordeu abelhas (teve reação alérgica por isso), mordeu abelhas de novo. Ralhou com os outros cães da casa, brigou com todo mundo por causa de comida, brigava com os outros quando eles estavam comendo a parede, ganhou o apelido de xerife. Tentou muitas vezes trucidar a Peteca, correu atrás das gatas, chegou a levar arranhão da Rita Lee. Mordeu canelas de pessoas que eu não gostava (e eu adorei muito isso) e também mordeu canelas inocentes. Tinha o olhar doce e um jeitinho lindo de correr e se jogar na almofada. 
Peguei a Capitu da rua quando eu tinha uns 18/19 anos mais ou menos, estava na faculdade e morava com meus pais ainda. Lembro que o velho me apoiou às escondidas da minha mãe, como fez quando escondemos uma gata prenhe no quartinho de ferramentas. Desde então, mudei de casa umas 4 vezes e nunca me separei dela. 
Nos últimos meses, a idade avançada e a doença (hiperadrenocorticismo), fizeram com que seus rins parassem de funcionar e ela teve dias muito difíceis. Com a ajuda da Carla, meu amor, fiz tudo o que poderia de melhor pra deixá-la o mais confortável possível, sem forçar a barra. Cozinhamos todas as coisas mais gostosas do mundo pra cachorro, principalmente a Carla e a Helena (minha irmã), que entendem do que eles gostam, demos absolutamente tudo que ela poderia querer comer. E demos muito amor e cama quentinha. 
Mas ontem ela se foi, aos 16 anos (aproximadamente). E vou contar que doeu muito perder essa criaturinha. Uma dor que chega a ser física até. Parece que foi embora junto um pedaço de mim. Mas na verdade ela só somou coisas boas na minha vida. Sempre vou amá-la, minha gorda. Já estou morta de saudade.


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

polenta cremosa fácil

Hoje vou mostrar uma receita muito simples, perfeita pra um domingo preguiçoso, ou qualquer dia preguiçoso em que você não queira cozinhar muito. Neste dia eu fiz a polenta vegetariana pra mim e uma versão não vegetariana pra ela. Na verdade cozinhar com carnes foi algo que aprendi desde pequena, então não é algo tão estranho pra mim. 

Para a polenta:

- 1,5 xícara de fubá pré cozido
- 1 litro de água
- 1 folha de louro
- meia cebola picadinha
- meia colher de sopa de manteiga ou ghee (manteiga clarificada)
- sal e pimenta do reino à gosto

Para o molho:

- 4 dentes de alho bem amassados
- 1 colher de sopa de azeite
- 1 lata de tomate pelado batido no liquidificador 
- 1/4 da lata de água
- 1 bouquet de ervas aromáticas (usei alecrim, sálvia, manjericão e tomilho, um raminho pequeno de cada)
- sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto
- uma colher de café rasa de açúcar

Para o frango:

- meio peito de frango sem osso e sem pele
- sal 
- gotas de limão
- salsinha

Numa panela você cozinha o frango com sal, gotas de limão e um raminho de salsa inteiro. Após o cozimento, desfiar o frango com dois garfos (acho mais fácil) e reservar.

Em outra panela, coloque o alho amassado, o azeite, refogue rapidamente, acrescente o tomate batido, a água, as ervas e demais temperos. Deixe ferver até apurar (algo entre 5 e 10 minutos). As ervas devem ser retiradas depois de pronto o molho, por isso deixamos os raminhos inteiros. Esse molho fica perfumado, delicioso, perfuma a casa toda!

Depois de pronto o molho, metade dele deve ser acrescentado ao frango e, ferver mais uns minutinhos (5 minutos está bom). A outra metade deve ser reservada pra polenta versão vegetariana.

Feito o molho, em uma panela, colocar a cebola e a margarina, refogar até que a cebola fique transparente, acrescentar a água, a folha de louro, o sal e deixar ferver. Quando estiver fervendo, abaixe bem o fogo e comece a colocar o fubá devagar, mexendo sempre com uma colher de pau ou silicone. Quando terminar de dissolver todo o fubá, retire a folha de louro, tempere com pimenta moída na hora e sirva em pratos fundos, com molho e o acompanhamento desejado por cima.

Nesse dia a preguiça era realmente grande e comi a minha só com molho e queijo ralado. Mas existem milhares de acompanhamentos vegetarianos possíveis, como cogumelos refogados, proteína de soja refogada, espinafre refogado, mostarda ou escarola refogada, cebola caramelada. Tudo isso combina muito bem com a polenta.



Bon appetit para todos!


quinta-feira, 24 de julho de 2014

caldo de legumes com espinafre, alho poró e macarrãozinho

Aqui em Sampa está um friozinho considerável nos últimos dias. Por isso, na hora da janta, não há nada melhor do que uma bela sopa pra aquecer. Com as coisas que haviam na geladeira anteontem, fiz essa sopa, que ficou bem gostosa. O espinafre ficou macio, o caldo saboroso e o pão italiano com azeite foi uma combinação bem aconchegante.

Ingredientes:

- 2 xícaras de folhas de espinafre fatiado
- 2 batatas médias em cubos pequeninos
- 3 mandioquinhas inteiras
- 1 cenoura em cubos pequeninos
- 1 tomate maduro sem sementes cortado em quadradinhos
- 1/2 alho poró fatiado bem fininho
- sal a gosto (usei aproximadamente "1/2 colher de sopa rasa")
- pimenta e coentro em grão moídos na hora
- salsinha picadinha a gosto
- um fio de azeite
- um punhado de macarrão tipo "pai nosso"
- 2 litros de água (dependendo do tamanho dos legumes pode precisar de mais)

Refogue o alho poró com o fio de azeite, acrescente o tomate e refogue mais um pouco.  Em seguida coloque a água e os legumes, o sal e os temperos. Reserve o espinafre e o macarrão. Deixe cozinhar bem, até que a mandioquinha, a batata e a cenoura fiquem bem macios. Retire as mandioquinhas da panela com uma escumadeira, coloque em um prato e amasse com um garfo. Volte as mandioquinhas pra panela. Acrescente o espinafre e o macarrão. Verifique o sal e os temperos. Quando o macarrão estiver cozido, a sopa estará pronta.

O pão italiano ou francês, você pode cortar em fatias, passar azeite e esquentar na sanduicheira. Fica ótimo pra servir com a sopa!




Bora aproveitar o que o frio tem de bom! 

quarta-feira, 23 de julho de 2014

o ovo quente da Nigella

E a paixão por café da manhã só cresce, ainda mais quando tenho boa companhia. Infelizmente, estas cancerianas só tem tempo pra tomar café da manhã juntinhas, aos sábados e domingos, mas é ótimo, porque eu espero por isso a semana inteira, planejo fazer coisas gostosas e acaba sendo delicioso!

Foi assim que eu fui buscar uma receita de ovo pochê e encontrei, no youtube, Nigella Lawson explicando como fazer esse ovo. E meu amor, que é "louca por ovo com gema mole" simplesmente amou! 

Para o ovo guardado na geladeira, coloque-o em uma panela com água fria e ligue o fogo. Quando a água começar a ferver, com a ajuda de um timer, marque exatos 4 minutos e desligue. Retire o ovo e tire a tampinha dele como aparece na foto. Eu usei uma faca bem afiada pra fazer isso, tirando a tampa com um gesto um tanto brusco, conforme a dica da Nigella.

Para o ovo em temperatura ambiente, você coloca ele na água já fervendo e conta, da mesma forma, 4 minutos.

Fica bom servido com sal grosso e pimenta do reino moídos na hora.




Bons cafés da manhã cheios de amor pra todos! 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

queijo fresco caseiro fácil

Coisa boa é o queijo fresco que minha mãe fazia. Hoje ela não consegue mais fazer pois vive na cama, mas estou sugando tudo que ela ainda lembra e registrando aqui, pra que as coisas não se percam no tempo. 

Para o queijo fresco da Dona Rosa, você vai precisar de:

- 3 litros de leite de saquinho - eu usei tipo C (aqueles que a gente buscava na padaria antigamente e vinha balançando o saquinho pela rua :)
- 1 colher de sopa cheia de coalho (encontra-se em grandes lojas tipo pet shop e alguns mercados)
- 2 formas cheias de furinhos próprias para queijo

Coloque o leite em uma panela funda e aqueça levemente, para que fique apenas morno. Desligue o fogo. Misture o coalho muito bem com uma colher e tampe a panela. Cubra com um pano e deixe descansar, em cima do fogão mesmo, por aproximadamente 4 horas.

Retire com auxilio de uma escumadeira a massa que se formou (parecida com uma coalhada) e coloque nas formas. Esse conteúdo não irá caber todo de uma vez nas formas. Então é preciso deixá-las escorrendo sobre uma peneira ou um recipiente que possa abrigar o liquido que escorrerá pelos furinhos e, conforme o queijo for "abaixando", você coloca o restante do conteúdo.

Quando toda a massa estiver nas formas, salpique sal por cima e leve para a geladeira. Sempre que abrir a geladeira, retire o soro que escorreu para o recipiente. Após uns dois ou três dias, veja se o queijo já tem firmeza suficiente pra você vira-lo do outro lado, devolver à forma e colocar sal na outra extremidade. Faça isso e deixe descansar mais uns dois dias na geladeira. Você vai notar que quase não sai mais soro e aí é a hora de passar cuidadosamente uma faquinha em volta do queijo para soltá-lo e desenformá-lo.

 Essas são as formas...



...e o coalho que utilizei


 Este é o leite coalhado depois de aproximadamente 4 horas



 Hora de colocar nas formas


  Depois de dois dias, a massa já está mais baixa, a maior parte do soro saiu


 Aqui o queijo que só virei no terceiro dia, ainda quebradiço, coloquei o outro lado pra cima e salpiquei o sal


E este é o queijo desenformado depois de uma semana (resolvi esperar mais porque queria ele bem firme)



Vejam que a consistência dele ficou amanteigada, bem parecido com o que minha mãe fazia, mas o tempo de cura vai da consistência que você mais gosta, é o caso de fazer esse grande sacrifício de ir testando e experimentando. 

E tem mais uma coisinha que ela fazia: o pão de soro de leite. Aquele soro que ficou na panela, virava um delicioso pão de forma. Mas esse, não consegui encontrar a receita nas coisas dela, então improvisei e ficou muito, muito bom! Um pão bem levinho!

Ingredientes:

- 1,5 copo de soro (do queijo) morno
- 4 copos de farinha de trigo
- 1 colher de sopa de manteiga
- 1 colher de sopa de açúcar
- 1 colher de chá de sal
- 1 sachê de fermento biológico seco

Colocar todos os ingredientes na máquina de fazer pão, no ciclo sanduíche ou normal. Esta receita é para um pão de 900 gramas. Ou você pode colocar no ciclo massa, para apenas bater e crescer e, depois, retirar da máquina e dar o formato que quiser e levar ao forno pré aquecido, em temperatura média, em forma enfarinhada por cerca de 30 minutos.


Então boas "queijadas" para todos! hehe

segunda-feira, 14 de julho de 2014

pensando em mudar tudo

Uau, faz tempo que não escrevo aqui! Nem tenho feito muitas receitas novas. Mas tenho pensado muito sobre a minha vida e sobre o que me faz feliz e, definitivamente, preciso trabalhar com algo que me dê prazer! Ando pensando em fazer um curso bacana de cozinha. Acho que, em breve, a ideia sai do imaginário pra vida. Alguém tem alguma sugestão?

Será que levo jeito?


sexta-feira, 7 de março de 2014

alguém tem uma boa receita de wafle?

Estou super animada com o novo presente que ganhei do meu amor: uma máquina de wafle!
Sou maluca por wafle, principalmente com morangos picados, chantily e calda de caramelo, nham!
Mas a receita que eu encontrei na internet, ficou parecendo mais uma massa de crepe. E pela minha lembrança, o wafle que eu gosto mesmo, não era essa massa. Alguém aí tem uma receita boa pra indicar? E uma boa receita de calda? Estou aberta a trocar figurinhas sobre o assunto! =D

Vejam que alegria para as manhãs de domingo!







oin^^ é pra não querer sair de casa, né?

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

doce de tomate da Dona Rosa

Minha mãe fazia uma geleia de tomate que nós adorávamos. Como ela está acamada já faz algum tempo, não cozinha mais e eu estou buscando aprender as receitas que ela fazia, para não perder esses sabores da infância que eram tão bons. Um dia desses fui com a Carla num restaurante chamado Jardim Secreto e descobri que eles servem no couvert uma geleia muito parecida com esta, só que eles colocam ervas (mais precisamente senti o alecrim) fazendo com que fique um chutney servido com pães caseiros, entre eles um delicioso pão de ervas.
Voltei inspirada com o chutney do Jardim Secreto e relembrei a geleia da minha mãe, que ela chamava de doce de tomate mesmo, resolvi fazer.

Doce de tomate da Dona Rosa:

Ingredientes;
- 2 kg de tomates italianos maduros
- 600 gramas de açúcar cristal orgânico (ou a gosto)

Primeiro cozinhe os tomates inteiros em água fervente até que a pele fique fácil de sair. Em seguida, espere esfriar um pouco, retire as peles dos tomates, as sementes e corte-os em cubos.
Leve ao fogo, numa panela de fundo grosso, com aproximadamente 600 gramas de açúcar cristal. Deixe ferver, mexendo conforme a necessidade até o ponto de geleia.
Fica mais gostoso se você servir com pão caseiro.



Pão caseiro da Dona Rosa:

Ela sempre diz que é a mesma receita da broa de abóbora só que sem a abóbora e o açúcar. Porém, a receita da broa doce de abóbora não leva líquido e sim, leva abóbora cozida. Sendo assim, vou colocando a água aos poucos, primeiro coloco um copo e, se preciso for, acrescento mais, de modo que cheguei na seguinte receita:

Ingredientes:
-1/2 kg de farinha de trigo
- 1 colher de chá de sal
- 1 colher de sopa rasa de açúcar
- 1 sachet de fermento biológico seco
- aproximadamente 1 copo/ 1,5 copo de água morna

Eu costumo bater tudo na máquina de fazer pão e ao fim do "ciclo massa" ela já está linda e crescida, faço bolinhas mais um menos do tamanho da minha mão, enfarinho elas por fora, coloco em um tabuleiro igualmente untado com farinha (só farinha, não é necessário óleos) e levo ao forno por 25 a 30 minutos. Até que estejam mais crescidos, assados e com uma leve casquinha por baixo.

E agora apresento a vocês, o novo membro da casa de duas cancerianas, a Betânia!
Ela chegou dia 29/12, tocaram nossa campainha com uma história longa sobre dois filhotes abandonados ali perto, nós aceitamos uma e outra pessoa adotou a outra. Ela é muito carinhosa e brincalhona, estamos apaixonadas!


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