terça-feira, 29 de dezembro de 2015

feijão de corda com camarão, dendê, leite de coco e coentro

É tempo deste feijão, lindo de morrer, se achar fresco nos camelôs de frutas, por aqui mesmo, bem no meio da psicodélica Sampa. 
E o que podemos fazer com ele? Bom, além de baião de dois vegetarianofarofa de feijão verde (e tenho certeza que muitas outras coisinhas mais) ele fica delicioso, assim, com camarão, dendê, leite de coco e coentro.

Vamos à receita:

Ingredientes:

-1 maço de feijão verde (de corda) fresco
-1 folha de louro
- azeite de oliva

-400 gramas de camarão limpo 
-1 cebola média em cubos
-1 tomate maduro em cubos pref. concassé (sem pele e sem sementes)
-4 dentes de alho
-3 colheres de sopa de azeite de dendê (aproximadamente)
- pimenta de cheiro (ou cambuci) à vontade em brunoise (o menor cubo)
-1/2 pimenta dedo de moça em brunoise (o menor cubo)
-150 ml de leite de coco
- sal a gosto
-muito coentro* 

*usei cerca de 1 xícara de coentro picado, mas, isso vai do quanto você gosta de coentro :)

Descasque o feijão, escolha e lave. Cozinhe-o com um fio de azeite, a folha de louro e um pouco de sal. Cozinhei o meu na pressão por 30 minutos com o nível de água 4 dedos acima dos feijões. 
Espere sair a pressão, verifique se estão cozidos e reserve.

Em uma panela quente, coloque o azeite de dendê, a cebola, o alho, as pimentas, o tomate e, por último os camarões. Deixe refogar bem até que os camarões soltem líquido e cozinhem nesse líquido.
Acrescente o feijão com uma escumadeira, mas não jogue fora o caldo em que foi cozido. 
Em seguida, acrescente o leite de coco, verifique o sal e deixe ferver por aproximadamente 10 minutos, para que o caldo fique bem apurado. 
Caso seja necessário, você pode acrescentar um pouco do caldo do cozimento do feijão também. Eu devo ter acrescentado uma ou duas conchas dele.
Quase antes de desligar, acrescente o coentro e então sirva com arroz fresquinho ou farofa.

Essa receita foi inspirada na dica da Neide Rigo do blog Come-se, que é incrível! 



E que venha 2016. Feliz ano novo! :)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Risoto da floresta e "os mandamentos do bom risoto"

 Essa receita, é uma das que mais gostei de todos os risotos que preparamos na faculdade. É de autoria do professor Chef Aldo Alves. É uma receita lacto vegetariana muito deliciosa e ótima pra receber amigos. Alias, todas as receitas de risotos são muito legais pra receber amigos, porque você faz todo o mise en place (deixa tudo separado e cortado nos potinhos), toma uma cervejinha ou um drink com os amigos e, na hora certa, vai pro fogão finalizar o preparo. 
Bom, antes da receita, vamos à algumas dicas que são tipo os "mandamentos do bom risoto":

- Use de preferência arroz tipo italiano.
- Nunca lave-o.
- Faça um bom fundo de legumes.
- Cozinhe o arroz em fogo alto.
- Acrescente aos poucos o caldo do cozimento.
- Mexa de vez em quando para não grudar.
- O risoto deve estar úmido e o arroz al dente.
- Sirva quente.

RISOTO FORESTIERE 
Autor: Aldo Alves

Ingredientes:
250 g de arroz arbóreo
1 litro de fundo de legumes
1/4 de cebola em brunoise (o menor cubo)
250 ml de vinho branco seco
50 g de queijo parmesão ralado
15 ml de azeite de oliva extravirgem
80 g de manteiga
100 g de cogumelos shitake frescos
100 g de aspargos verdes frescos
50 g de cogumelos shimeji  frescos
Sal a gosto

MODO DE PREPARO 

Faça o fundo de legumes que ensinei no post anterior, ele fará grande diferença.
Numa panela aqueça metade da manteiga e o azeite. Acrescente os cogumelos e os aspargos, e refogue por 5 minutos, misturando de vez em quando. Retire-os com uma escumadeira e reserve.
 Na mesma panela, derreta a manteiga restante, junte o arroz e deixe-o tostar por 4 minutos, mexendo sempre. 
Adicione o vinho e deixe evaporar.
Despeje 1 concha de caldo fervente e deixe o arroz cozinhar, mexendo de vez em quando, e adicionando as conchas de caldo quando a anterior estiver sido absorvida.
Depois de 10 minutos, acrescente os cogumelos e aspargos ao arroz. Misture bem e ajuste o sal.
Cozinhe por mais 5 minutos, incorpore o queijo ralado e desligue o fogo.

A presença do cogumelo pede a companhia de um vinho tinto frutado e de sabor acentuado, preferencialmente envelhecido em madeira como o cabernet sauvignon.





Minhas considerações:

- Procure comprar, num sacolão perto de você, brotinhos como esses que usei pra enfeitar e que ficam muito gostosos misturados ao arroz. Esses aqui foram os brotinhos de acelga.

- Você também pode usar outros cogumelos, nesse dia, tinha comprado cogumelos paris e shimeji e foram esses que usei.

- Com essa receita você pode fazer vários risotos, basta fazer o mesmo processo só que substituindo os aspargos e cogumelos pelo que quiser. Ex: alho poró, tomatinhos uva, palmito, peras e gorgonzola (no lugar do parmesão), etc.

O primeiro risoto feito no mundo foi o risotto alla milanese, de açafrão e queijo. Inspirada nesse risoto eu fiz o de açafrão com alho poró e parmesão, que ficou bem bom também.


fundo de legumes

Assim como o fundo de peixe, ele é base pra várias receitas. Inclusive, o fundo de legumes é o mais versátil de todos e base pra vários risotos, que são nosso objetivo aqui, já que o próximo post será sobre risotos. 

Veja só como é fácil fazer e, caso ainda não tenha abolido o "caldo de legumes" industrializado (aquele cubinho horroroso que devia ser abolido da face da terra), faça esta receita e me conte. O aroma e sabor são deliciosos, é fácil de fazer e suas comidinhas ficarão ainda mais saborosas. 

Ingredientes:

- 100 g de cebola, 50 g de cenoura, 50 g de salsão (essa combinação se chama Mirepoix e é considerada um aromático usado em vários fundos)
- 1 colher de sopa de azeite
- 2 a 2,5 litros de água fria 
- 1 bouquet garni - faça um bouquet com folha de louro, ramos de salsa, alho poró, tomilho e salsão e amarre com barbante

Numa panela funda, sue a cebola, o salsão, o alho poró com o azeite. Acrescente a água e o bouquet garni. Leve ao fogo.
Como sempre me esqueço de comprar o barbante, eu não amarrei o meu bouquet, simplesmente coloquei as ervas direto na panela. Mas isso não é problema, já que você irá coar tudo no final. 
Deixe ferver por 30 a 40 minutos em fogo muito baixo, de modo que forme apenas leve ondulação na superfície da água. Coe e utilize ou congele em porções.
Utilize em risotos, sopas, ensopados, etc.




quarta-feira, 25 de novembro de 2015

bolinhos de cacau com ganache e nibs de cacau

No post anterior, comentei sobre uma receita em que se pudesse usar as claras que sobram quando se faz o leite creme, ou algum outro doce com gemas, ou um molho carbonara, ou muitas coisinhas mais. As claras, se colocadas em recipiente hermético e estiverem sem resquícios de gema, duram, na geladeira, até sete dias. 
Então, você pode comer o seu leite creme e, quando ele acabar, fazer outro doce! Considerando a receita básica do leite creme que você pode conferir aqui  e levando em conta que fiz essa receita dobrada, restaram-me 4 claras. Foi com essas 4 claras que fiz essas delícias abaixo. E elas desapareceram rapidamente, desperdício zero. 

 Vamos aos ingredientes:

1 xícara de chá de açúcar
1 1/2 xícara de chá de farinha de trigo
1/2 xícara de chá de cacau em pó
1/2 colher de sopa de fermento em pó 
1 pitada de bicarbonato de sódio
1 pitada de sal
1/2 xícara de chá de óleo
1 xícara de chá de água fervente
4 claras em neve

Misture bem todos os ingredientes secos, acrescente o óleo e em seguida a água, aos poucos, misturando bem. Por último acrescente as claras em neve e incorpore-as com cuidado para que não desmanchem muito. Levar em forminhas de papel (cada uma delas dentro de uma forma para empada para que não abra demais quando você colocar a massa) em forno pré aquecido, médio, por aproximadamente 25 minutos ou até espetar o palito e sair seco. Rende 12 bolinhos.

Para a cobertura de ganache:

1 caixinha de creme de leite leve
2 colheres de sobremesa bem cheias de cacau em pó
2 colheres de sobremesa de açúcar
1 colher de sobremesa de manteiga

Misture todos os ingredientes levando ao fogo até ficar homogêneo. Isso deve dar uns 5 minutos fervendo em fogo baixo e mexendo sempre.

Caso você encontre esses Nibs de cacau orgânico da Amma, compre correndo! Não costumo fazer propaganda, mas são eles que estão em cima dos bolinhos da foto abaixo e eles deixaram a cobertura mais incrível ainda. :P





Se você tiver um bico de confeitar de inox, ele pode servir pra fazer furinhos nos bolinhos e dentro desses furinhos você pode colocar, com a ajuda de um saco de confeitar, recheio em cada bolinho!

Fiz isso de uma outra vez, como você pode ver na foto abaixo.


E então, pronto, basta chamar quem você quiser e comer do seu jeito. Uma coisa é certa: impossível comer um só. E é fofo pra dar de presente. E pra fazer mini festinhas (basta dobrar ou triplicar a receita). 

terça-feira, 17 de novembro de 2015

leite creme com abacaxi

Uma vez que você prova leite creme, sempre vai querer mais. E dia desses inventei de fazer esta versão mais fresquinha, pra servir de sobremesa agora no verão. Foi a sobremesa de um dia com amigos queridos, em que fizemos a primeira paella pra um jantar muito especial. 

Minha dica pra ficar mais especial é peneirar muito bem as gemas e não abrir mão da casquinha de limão siciliano e de um bom leite (aquele de garrafinha,  pasteurizado).

Ingredientes:

-1 abacaxi pérola
-100 g de açúcar cristal orgânico

-750 ml de leite pasteurizado
-3 gemas de ovo caipira peneiradas
-5 colheres de sopa de açúcar cristal orgânico
-2 colheres de sopa de amido de milho
-1 fava de baunilha
-cascas de limão siciliano 

Primeiro descasque bem o abacaxi, tomando o cuidado de retirar muito bem os espinhos. Corte em cubos médios, descartando a parte do meio. Leve os cubos de abacaxi ao fogo com 100 g de açúcar e deixe que cozinhe, mexendo sempre que necessário. Você saberá que o abacaxi está bom quando ele ficar transparente. Coloque esse abacaxi cozido e quase sem calda no fundo de um refratário ou em taças individuais e reserve.
Coloque em uma panela o leite, as cascas de limão e a fava de baunilha (cortada ao meio no sentido vertical para que se abra e saia o sabor). Deixe ferver um minuto e desligue. Descanse esse leite com a fava e as cascas de limão por 15 minutos para que fique aromatizado. Enquanto isso, coloque as gemas na peneira e deixe que elas escorram sozinhas, ficando na peneira só a pele que recobre a gema. Retire uma concha do leite (que já deve estar morno) para um recipiente, acrescente as gemas peneiradas e o amido de milho, misturando bem com um pequeno fouet para não empelotar e, só então, coloque essa parte do leite com as gemas e o amido de volta na panela. Por fim coloque o açúcar e leve ao fogo até formar um creme que começa a querer desprender-se do fundo da panela. 
Feito o creme, você deve retirar as cascas de limão, a baunilha e colocá-lo sobre o abacaxi. Leve à geladeira por pelo menos duas horas e sirva assim ou polvilhe açúcar cristal e use um maçarico para "queimar" esse açúcar. Rende 8 porções.




observações: 

-evite usar baunilha artificial, acredite, a diferença é enorme!

-resolvi deixar a minha fava de baunilha dessa vez, acho até que o visual ficou bacana e bem perfumado;

-guarde as claras na geladeira, elas duram 7 dias se estiverem bem separadas das gemas em pote hermético; em breve uma receita com as 4 claras que vão sobrar do leite creme! :)


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

torta de palmito rápida sem glúten

Olá,

Hoje vim trazer uma receita super rápida, que fiz a olho e tentei reescrever em medidas caseiras, pra facilitar a vida. Das tortas sem glúten que já fiz, esta foi a que ficou mais cremosa e úmida, coisa que nem sempre é fácil conseguir com farinha de arroz e afins.

Ingredientes do recheio:

-1 colher de sopa de azeite
-1 cebola pequena em cubinhos
-1 vidro de palmito em cubinhos
-1 punhado de alho poró em fatias finas
-3 colheres de sopa de extrato ou passata de tomate
-1 colher de sopa de leite de coco
-1 pitada de curry
-sal e pimenta do reino quanto baste
-1 colher de sopa de azeite

Primeiro prepare o recheio. Refogue a cebola com azeite, junte o alho poró, o curry e em seguida os demais ingredientes. Se necessário, acrescente 30/40 ml de água para que não grude na panela e seu recheio fique cremoso. Deixe refogar por 10 minutos e desligue.

Ingredientes da massa:

-2 ovos
-2 colheres de sopa de óleo
-3/4 de xícara de leite (pode ser de soja ou de aveia)
-1/2 xícara de amido de milho
-1/2 xícara de farinha de arroz
-1 pitada de sal
-pimenta do reino quanto baste
-1 colher de sobremesa de fermento em pó

Em um recipiente bata os ovos, tempere com sal e pimenta. Acrescente o leite, o óleo, o amido e a farinha de arroz, batendo com um fouet para evitar que fique engrumado. Por último acrescente o fermento e misture bem. A massa deve ficar quase líquida, como um molho. Forre o fundo de uma forma de 26 cm de diâmetro com a massa, espalhe o recheio sobre ela, distribua o restante da massa sobre o recheio e finalize como desejar. Desta vez usei rodelas de tomate e cebola bem finas e salpiquei tomilho. Você pode finalizar com queijo de sua preferência ralado, gergelim, etc.

Não se esqueça de untar previamente a forma com manteiga e farinha de arroz ou farinha de fubá, pois a sua torta é sem glúten. Essa torta é uma ótima pedida para pique niques e pra levar de lanche para o trabalho.


Outra sugestão de recheio:

-200 g de queijo frescal em cubos
-meia cebola em cubinhos
-3 colheres de sopa de passata de tomate
-3 colheres de sopa de creme de leite
-salsinha, cebolinha, pimenta do reino e sal a gosto
-1 punhado de alho poró em fatias finas

Misture todos os ingredientes em um recipiente e use para rechear a torta. Este recheio não deve ser levado ao fogo, por causa do queijo. 



Esta é a torta feita com essa segunda dica de recheio, que fiz pra testar as quantidades da massa e está comprovado: é a melhor receita desse tipo de torta sem glúten até o momento. 

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

brownie sem glúten e sem lactose

Essa receita é fruto de uma adaptação do brownie tradicional, feita pelo meu colega, Leo Souza, no nosso primeiro semestre da faculdade. A ideia era preparar um alimento que fosse funcional e gostoso. 
Nosso grupo optou pelo doce e fizemos o brownie sem glúten e sem lactose que ficou delicioso!
Além de não conter glúten, nem lactose, usamos a biomassa de banana verde que confere vários benefícios como melhorar a saúde intestinal, prevenir diabetes, melhora a imunidade, ajuda a reduzir o colesterol, entre outros.

Ingredientes:

200g de biomassa de banana verde 
200g de chocolate sem lactose e sem glúten amargo ou meio amargo 
200g de açúcar 
60g de cacau em pó
100g de nozes 
4 ovos

Modo de preparo 

Juntar todos os ingredientes na batedeira, exceto as claras, após misturar tudo, bater as claras em neve e adicioná-las à massa misturando com cuidado, colocar em forma com papel manteiga untado com óleo e levar ao forno pré aquecido a 180° por 30 minutos.

Ps. nosso chocolate meio amargo estava em formato de gotinhas que foram derretidas para incorporar à massa.

Esse brownie ficou lindo, saudável e muito gostoso. Ótimo se você vai receber alguém com essas restrições pra jantar e quer oferecer uma sobremesa deliciosa.



Leo, Anderson, eu, Leo Souza, José Alberto, Kayke

primavera

Começou a estação do ano que mais gosto. Tempo de alcachofras, aspargos, couves de bruxelas, lichia, pêssego, framboesas e amoras, tomates, berinjelas e infinitas coisas deliciosas! E flores lindas como esse cactos que resolveu nos dar várias flores. 


terça-feira, 8 de setembro de 2015

pão de goji berry

Nada como fazer nosso próprio pão. Saber o que estamos comendo é fundamental e não é preciso muito mais que farinha, água, açúcar, fermento e sal para se fazer um bom pão. Acontece que a lista dos ingredientes dos pães industrializados é grande, tem muita coisa que não precisa, serve pro pão ficar fofinho por muitos dias mais do que ficaria um pão feito em casa, sendo assim, desconfie. E se conseguir destinar um tempinho pra fazer seu pão no final de semana, faça, não vai se arrepender. Além de ser mais saudável, cheiro de pão assando pela casa é tudo de bom. 

Aqui está uma receita que adaptei a partir de uma dessas que vem junto com a máquina de fazer pão.

Ingredientes:

- 320 ml de água morna
- 2 colheres de sopa de azeite
- 1 colher e meia de chá de sal
- 1 colher de sopa de açúcar orgânico
- 2/3 de copo de aveia (160 ml)
- 2 1/2 de farinha de trigo branca orgânica
- 1 copo de farinha de trigo integral orgânica
- 3 colheres de chá de fermento biológico seco
- 1/2 xícara de chá de goji berry 

Em um recipiente pequeno, misture o açúcar, o fermento e um pouco da água morna. Cubra e reserve. Enquanto isso, vá misturando todos os ingredientes secos em um recipiente espaçoso para misturar a massa ou, se desejar, na própria máquina de fazer pão. No meu caso, coloquei pra bater na máquina de fazer pão. Coloquei a água restante embaixo, os demais ingredientes por cima e, por último, a mistura de fermento que descansou por uns 10 minutos. Deixe que a máquina trabalhe no ciclo "massa", ela irá sovar e ficar numa temperatura propícia para o pão crescer. Concluído esse ciclo, retire a massa da máquina, divida em duas partes e molde como desejar os dois pães. Sempre sobre uma superfície limpa e enfarinhada. Polvilhe farinha por cima e faça cortes em cruz ou como desejar. Cubra-os com um pano limpo e guarde-os no forno levemente aquecido, porém desligado, para que cresçam por mais 20 minutos. Feito isso, ligue o forno a 200º e asse os pães por 30 minutos.

Caso não tenha a máquina de fazer pão, você irá misturar todos os ingredientes secos num grande recipiente, abrir uma covinha no centro, acrescentar o azeite, a mistura de fermento e o restante da água, incorporando-os aos poucos ao restante da massa. Sove bem, faça com que ela fique homogênea e cubra, deixando que descanse por 45 minutos a 1 hora. Depois, repita o processo acima, divida a massa em dois, dê o formato, faça os cortes, cubra e deixe crescer mais 20 minutos antes de assar.

Dica: se você quiser as goji berrys inteiras, amasse o pão na mão ou coloque-as quase no final do processo na máquina de fazer pão. As minhas goji foram destruídas pela máquina de fazer pão, mas eu achei legal, porque ele ficou com essa cor super bonita. 

Ah, outra coisa muito importante: coloque os pães pra secar sobre uma superfície vazada, para que eles não fiquem molhados, assim eles irão durar mais. Só depois você pode colocá-los em saquinhos ou até já dividir em porções para sua semana. 






terça-feira, 1 de setembro de 2015

patê de salmão da Carla (feito de carcaça de salmão)

Caso você tenha se animado com a receita do fundo de peixe, saiba que você pode aproveitar tudinho daquela carcaça de peixe que te deram lá na feira. Não sei bem porque, mas sempre que eu peço uma carcaça pra fazer o fundo, sempre nos dão de salmão. E ela vem com bastante carne, bastante mesmo, inclusive a bochecha do peixe, que é bem rica. Ou seja, eles tiram os filés e depois jogam tudo fora, o que considero um enorme desperdício. Já que o bichinho morreu, aproveitemos cada pedacinho. 

Bom, o fato é que sempre ouvimos dizer na faculdade de gastronomia que, depois de fervida a carcaça, o sabor fica todo no caldo e a carcaça nada mais pode nos oferecer. A outra canceriana, que também gosta de cozinhar nesta casinha, não contentou-se com essa afirmativa e quis aproveitar mais um pouco, então ela fez esse delicioso patê de salmão. Vamos à receita:

- carne da carcaça de um salmão cozida e desfiada com as mãos (dará mais ou menos 2 xícaras de carne) 
- 1/4 de cebola picada brunoise (o menor cubo possível)
- 5 dentes de alho espremidos 
- 1 tomate sem sementes cortado em brunoise
- 1 pitada de açafrão
- 1 pitada de tandoori masala (tempero indiano de cor avermelhada) -opcional
- 1 colher de chá de mostarda amarela 
- azeite e sal a gosto
- maionese até dar ponto

Refogar a cebola e o alho em um fio de azeite, acrescentar o tomate, os demais temperos, a carne do salmão, conferir o sal deixando bem leve, esperar secar bem e retirar do fogo. Acrescentar maionese até dar ponto de patê (aprox. uma a duas colheres de sopa). Misturar bem e servir com torradas caseiras. Caso você saiba fazer a maionese caseira, melhor ainda. 




ideias com massa filo

Muitas coisas são possíveis com massa filo e elas ficam lindas, crocantes e são fáceis de fazer. Ótimo pra receber amigos, servir em festinhas, ou até mesmo pra quando se tem uma vontade de comer coisas diferentes. A única recomendação sobre essa massa é: siga muito corretamente as instruções da embalagem, pra sua massa não ressecar. 
Para que as folhas não fiquem cruas no meio e as camadas fiquem perfeitas, pincele manteiga ou óleo entre as camadas. Essa massa é mais leve que a massa folhada tradicional e você pode decidir quantas camadas usar. Uma das minhas sugestões de recheio é ricota de búfala com espinafre. Mas você pode rechear com frutas e polvilhar açúcar e canela, pode fazer recheios cremosos com palmito, cogumelos, etc.

Recheio de espinafre e ricota de búfala 

Ingredientes:

- 1 maço de espinafre grande higienizado e cortado chiffonade
- 1 ricota de búfala pequena desfeita com garfo
- 1 cebola média cortada em brunoise (o menor cubo possível)
- 2 dentes de alho picadinhos bem miúdo
- azeite, sal rosa moído na hora e pimenta do reino moída na hora
- tomatinhos uva para enfeitar
- queijo parmesão ou outro para salpicar no final (usei um pedacinho de emmental que havia na geladeira e ficou incrível)

Refogue a cebola em azeite de qualidade, acrescente as folhas de espinafre picadas, refogue rapidamente, acrescente a ricota, o sal, a pimenta, refogue mais um pouco até que fique bem sequinho e use para rechear a sua cestinha de massa filo. Decore com tomatinhos uva cortados ao meio e rale um pouco de queijo amarelo por cima.

Leve ao forno médio, as cestinhas de massa filo cruas (já com o recheio dentro) e asse até que as bordas fiquem douradas como nas fotos:






sexta-feira, 21 de agosto de 2015

talharim de abobrinha com pesto de manjericão na cestinha de massa filo

Hoje vim falar de uma receitinha muito fácil e leve, ideal para servir como entrada ou como uma dessas comidinhas pra comer em festinhas, que são chamadas pelos chefs de finger food. A ideia é comer com as mãos, sem necessidade de talher.

As quantidades a seguir são para 12 cestinhas do tamanho de forminhas de empada.

300 gramas de massa filo congelada é suficiente e ainda sobra pra fazer outras coisinhas (ou o dobro de cestinhas).

Primeiro, unte as formas de empada e forre-as com 3 a 4 camadas de massa filo, pincelando manteiga entre elas. Siga corretamente as instruções da embalagem para que sua massa não resseque. Para que as cestinhas fiquem com esse formato cheio de pontas irregulares, você deve cortar a massa em quadradinhos e sobrepô-los de modo que as pontas dos quadrados se alternem.

Asse em forno médio até que fiquem levemente douradas e crocantes.

Ingredientes para o talharim:

- 1 abobrinha média 
- 1 dente de alho
- 1/3 de xícara de azeite
- 1 xícara de manjericão picado
- 1 colher de sopa de castanha de cajú grosseiramente picada
- sal e pimenta do reino a gosto
- cubos de queijo de ovelha ou cabra (opcional)

Corte a abobrinha em lâminas bem finas com um cortador de legumes e depois faça cortes de meio centímetro acompanhando o comprimento da abobrinha (como o corte do macarrão talharim). 
Em uma panela anti aderente, sue rapidamente o alho com o azeite, acrescente o manjericão, as castanhas de caju e misture bem. Coloque a abobrinha e misture delicadamente para que o pesto envolva a abobrinha. Tempere com sal e pimenta a gosto, espere secar a água que a abobrinha irá soltar e, se desejar, incorpore cubinhos bem pequenos de queijo de ovelha ou cabra (fica incrível!).
Incorporado o queijo, desligue o fogo e sirva nas cestinhas.
Dica: enrole a abobrinha no garfo como um spaguetti e então coloque os rolinhos nas cestinhas, fica bem bonito. E quanto maior o comprimento da sua abobrinha, melhor.



Alias, estou apaixonada por massa filo, é possível fazer coisas deliciosas e super bonitas com ela.

Ps. desculpem a foto não ter qualidade tão boa, estava recebendo amigas e acabei tirando só com o celular mesmo ;)

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

biscoitos de limão siciliano e amêndoas (sem glúten)

Essa é uma nova receita que acabo de criar, sem glúten e com farinha de banana verde, que é uma farinha rica em um tipo de fibra muito benéfica  para o intestino e que auxilia na absorção de vitaminas entre outras coisinhas.

O melhor de tudo é que esse biscoito fica uma delícia, super crocante e com um sabor e aroma incrível de limão siciliano.

Para fazer este biscoito você irá precisar de:

-150 g de farinha de banana verde
- 75 g de amido de milho
- 75 g de açúcar mascavo
- 1/2 xícara de amêndoas (aproximadamente)
- 1 colher de chá de fermento químico
- 1 pitada de sal
- 40 ml de manteiga derretida
- 100 ml de leite de amêndoas
- raspas da casca de 1 limão siciliano

Unte duas assadeiras com manteiga e reserve. Peneire e misture todos os ingredientes secos mais a casca de limão em um recipiente. Em seguida acrescente a manteiga derretida, o leite de amêndoas (aos poucos) e vá amassando com as mãos. Quando a massa estiver quase homogênea, acrescente as amêndoas e amasse mais um pouco até que a massa fique totalmente homogênea.  Faça bolinhas e achate-as com as mãos, faça desenhos se desejar, dispondo os biscoitos na assadeira com intervalos de um dedo entre eles. Asse em forno pré aquecido - 200ºC - por 30 minutos. Prove antes de desligar para ver se está totalmente assado. Coloque as assadeiras em cima de uma mesa e deixe que os biscoitos sequem sem cobri-los e que esfriem totalmente antes de guardar. Coloque em pote bem tampado e seco. Rende aproximadamente 28 biscoitos.

Considerações:

Para transcrever as quantidades em gramas, desta receita, usei copos e colheres medidoras. Exceto no caso das amêndoas, que só seria possível quantificar em gramas com o uso de uma balança (espero ter uma em breve).

O leite de amêndoas pode ser substituído por outro leite vegetal.

Caso não queira usar manteiga derretida, você pode usar algum óleo de sua escolha, se fizer o teste, me conta!            

No lugar de amêndoas você também pode usar castanha do Brasil ou outra de sua preferência.    

Nas fotos abaixo, a diferença da cor dos biscoitos é poque um deles foi feito com açúcar orgânico claro e ou outro com escuro (e ainda coloquei um pouco de rapadura raladinha).            




terça-feira, 11 de agosto de 2015

lulas guisadas com batatas

Olá,

Aqui estou com mais uma receita da minha infância, uma comidinha aconchegante, leve e muito saborosa, principalmente, se você gosta de lulas. Fiquei muito tempo sendo ovolactovegetariana e minha alimentação ainda é 90 % vegetariana, mas, voltei a comer alguns peixes e frutos do mar de vez em quando. Simplesmente porque não resisti. 

Há cerca de dois anos, me lembrei desse prato com saudade e resolvi tentar puxar pela memória da D. Rosita. E não é que deu certo? Ela me contou os ingredientes e o sabor ficou muito bom, idêntico ao prato que ela fazia.

A única diferença aqui é que usei algumas técnicas como o fundo de peixe e o tomate concassé (tomate sem pele e sem semente cortado em cubos).

Ingredientes:

- 1/2 kg de lulas inteiras *
- 2 tomates maduros cortados em concassé
- 1 cebola média cortada em cubos pequenos
- 1 pimentão verde pequeno cortado em cubos
- 1 colher de sopa de azeite
- 1/2 duzia de batatas pequeninas sem casca e cortadas ao meio
- sal e pimenta do reino a gosto
- galhos de salsa e tomilho limão frescos
- 1 folha de louro
- 1/2 litro de fundo de peixe (ver post anterior)

* se você souber limpar as lulas em casa, prefira isso, pois você deve limpar e lavá-las muito bem em água fria e corrente antes de cortar em anéis. Caso não saiba limpar, compre-as limpas e inteiras, lave-as bem e depois corte em anéis. Use as pernas da lula, não desperdice nada, elas ficam incríveis nesse prato.

Caso não tenha feito o fundo de peixe, utilize água mesmo, nada desses industrializados em cubinhos, o sabor é terrível. 

Cozinhe as batatas em água e pouco sal, escorra e reserve. Cuide para que elas fiquem "al dente" e não desmanchem.

Sue com um fio de azeite, a cebola, o pimentão e na sequência os tomates concassé. Acrescente as lulas em anéis, tempere com sal, pimenta do reino, deixe que elas refoguem um pouco até ficarem esbranquiçadas (5 minutos são suficientes).

Adicione o fundo de peixe e as ervas, quando levantar fervura, adicione as batatas, conte mais dez minutos e desligue. Lembre-se que os frutos do mar não devem cozinhar demais, senão ficarão "borrachudos".




Essa deliciosa receita serve 2 pessoas comilonas 

fundo de peixe (base para outras receitas)

Ele é uma base de muitos pratos. Pode ser de carne, de legumes, de aves e de peixe. Muita gente chama de "caldo de peixe" por causa daqueles caldos industrializados que vendem em cubinhos. Céus, aquilo deveria ser abolido da face da terra!

Vale muito a pena fazer um bom fundo e deixar congelado em porções, ele irá fazer toda diferença em suas comidinhas, acredite. 

Para fazer um bom fundo de peixe você irá precisar:

- 700 g de carcaça de peixe (você pode pedir uma na feira)
- 50 g de cebola, 25 g de cenoura, 25 g de salsão (essa combinação se chama Mirepoix e é considerada um aromático usado em vários fundos)
- 1 colher de sopa de azeite
- 2 a 2,5 litros de água fria 
- 1 bouquet garni - faça um bouquet com folha de louro, ramos de salsa, alho poró, tomilho e salsão e amarre com barbante 

Lave bem a carcaça de peixe em água fria corrente e reserve.
Numa panela funda, sue a cebola, o salsão, o alho poró e a carcaça de peixe com o azeite. Acrescente a água e o bouquet garni. Leve ao fogo.
Nesse dia, eu não amarrei o meu bouquet, simplesmente coloquei as ervas direto na panela. E coloquei um pouco de pimenta rosa. Isso também pode,  já que você irá coar tudo no final. 
Deixe ferver por 45 minutos em fogo muito baixo, de modo que forme apenas leve ondulação na superfície da água, escumando as impurezas da superfície de vez em quando. Coe e utilize ou congele em porções.
Utilize em risotos, sopas, ensopados, etc.




Este é o meu fundo de peixe. Mas você pode criar o seu próprio usando outras ervas, cominho em grãos, alho poró no lugar da cenoura (se quiser que ele fique um fundo mais claro) ou o que a sua imaginação mandar.

Você também pode deixar um pouco mais de tempo. Eu resolvi deixar o meu por 1 a 1:15 h. Pois a minha carcaça de salmão, estava com bastante carne e eu queria que tudo aquilo fosse bem aproveitado. Humm o aroma que se espalha pela casa é delicioso! 

segunda-feira, 27 de julho de 2015

ervilhas com ovos escalfados e curry

Muito tempo atrás, logo que comecei este blog, postei aqui esta receita, que sempre foi um prato muito presente desde a minha infância. A diferença é que a D. Rosita usava nele pedacinhos de bacon ou chouriço. E ela usava páprica apenas, nada de curry.
Depois disso, minha irmã modificou, incorporando o curry e retirando a páprica (acho que ela não usa o bacon também).
Eu sei que mexendo e remexendo nesse blog percebi uma coisa bacana, quanto mais a gente cozinha, melhor o resultado vai ficando. Nesse tempo de blog mudei algumas coisas em mim mesma e notei que o blog também mudou. Ele foi ficando com mais personalidade e as receitas, passaram a ter um toque pessoal, outras foram totalmente adaptadas ou modificadas e ficaram com a minha cara. As fotografias e a escrita também melhoraram. Claro que foi uma pequena evolução e o caminho a ser percorrido é longo, ainda quero aprender um milhão de coisas!
Por essas e outras, percebo que nada como praticar muito, só assim você pode criar receitas e colocar sua própria identidade na comida. A faculdade de Gastronomia te dá uma boa base de técnicas e conhecimento teórico que é ótimo, mas cozinhar precisa de um toque a mais: amor pra dar. 

Bom, aqui vamos nós, com a receita das ervilhas com ovos escalfados (a melhor técnica de cozimento de ovos na minha opinião) levemente melhorada:

Ingredientes:

-300 gr de ervilhas frescas congeladas 
-1 punhado de ervilhas tortas (opcional)
-2 tomates concassé* ou 2 tomates pelados em cubos
-1 cebola média
-2 dentes de alho
-curry e páprica a gosto
-4 ovos
-salsa picada
-água fervendo
-sal

Sue a cebola e o alho em um fio de azeite. Acrescente os tomates e depois as ervilhas (descongeladas e lavadas). Cubra com água fervendo, adicione o curry e os outros temperos a gosto e deixe ferver até as ervilhas ficarem macias. Acrescente as ervilhas tortas na metade do cozimento. Se necessário vá adicionando mais água quente. Quando as ervilhas estiverem cozidas, faça covinhas com ajuda de uma colher e coloque os ovos com cuidado. Costumo quebrar um a um numa tigelinha e colocar sal e pimenta do reino moída na hora antes de colocar nas covinhas. Até porque se um desses ovos estiver estragado, você pode perder toda a preparação.  Espere cozinhar os ovos, salpique salsinha fresca por cima e desligue o fogo. Servir com arroz branco. Fica simples e delicioso.
Essa receita serve bem duas pessoas.




Obs: eu gosto de usar uma colher de chá cheia de curry e uma pitada de páprica picante. Mas se você achar muito curry, pode reduzir pela metade.

*tomate concassé: tomates sem pele e sem sementes cortados em cubos. Faça uma cruz na extremidade lisa do tomate. Mergulhe por um minuto em água fervendo e, depois mergulhe em água fria. A pele se soltará facilmente. Retire as sementes e corte em cubos.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

jabuticabeira

Enquanto ainda não tenho meu pedacinho de terra pra plantar tudo o que der na telha, os vasos do quintal me presenteiam com lindas flores e até frutos.




E mesmo plantada em um vaso, cada vez ela dá mais jabuticabinhas...❤ 

quarta-feira, 22 de julho de 2015

leite creme (doce português)

Sempre gostei de sobremesas molhadinhas, cremosas, leves e com um toque cítrico. Doces demasiado doces estão longe de serem os meus preferidos. E o leite creme é um doce português que minha mãe não fazia, mas eu comia às vezes na casa de minhas tias e, depois de crescida (não muito crescida) fui comer em um restaurante português de Sampa, quando a minha paixão por ele se concretizou. Ele é o meu doce preferido no mundo, talvez emparelhado com a boa e velha torta de limão (aquela receita tradicional com suspiro por cima, nada de marshmallow!).
Eu arriscaria dizer que o leite creme é o creme brullé dos portugueses. Inclusive ele costuma ser servido com a mesma crosta de açúcar caramelizado por cima, ou então, simplesmente canela polvilhada. E dos dois jeitos fica ótimo.
A diferença dele para o creme brullé é que ele é feito com leite, ao invés de creme de leite. Além disso, leva um toque de casca de limão, o que o deixa muito muito mais leve.
Pela minha pesquisa e pela minha lembrança gustativa, ele não leva fava de baunilha e, algumas receitas, colocam canela em pau pra aromatizar o leite. Mas, fiz a minha própria receita que é esta aqui:

Ingredientes

-500 ml de leite pasteurizado
-2 gemas de ovo caipira peneiradas
-4 colheres de sopa de açúcar cristal orgânico
-1,5 colher de sopa de amido de milho
-1/2 fava de baunilha
-cascas de limão siciliano (usei 3 a 4 tiras de casca)

Coloque em uma panela o leite, as cascas de limão e a fava de baunilha (cortada ao meio no sentido vertical para que se abra e saia o sabor). Deixe ferver um minuto e desligue. Descanse esse leite com a fava e as cascas de limão por 15 minutos para que fique aromatizado. Enquanto isso, coloque as gemas na peneira e deixe que elas escorram sozinhas, ficando na peneira só a pele que recobre a gema. Retire uma concha do leite (que já deve estar morno) para um recipiente, acrescente as gemas peneiradas e o amido de milho, misturando bem com um pequeno fouet para não empelotar e, só então, coloque essa parte do leite com as gemas e o amido de volta na panela. Por fim coloque o açúcar e leve ao fogo até formar um creme que começa a querer desprender-se do fundo da panela. 
Feito o creme, você deve retirar as cascas de limão, a baunilha e colocá-lo em pequenos refratários ou num pirex. Leve à geladeira por pelo menos duas horas e sirva com canela por cima ou polvilhe açúcar cristal e use um maçarico para "queimar" esse açúcar. Rende 4 porções.

Obs:

-Caso faça esta sobremesa para 4 pessoas, sugiro dobrar a receita, é tão gostoso e leve que cada pessoa pode querer comer dois ;)

-As claras podem ser guardadas em pote bem fechado por até 7 dias em geladeira e usadas para outra receita.





Ganhei um maçarico no meu último aniversário e já testei toda feliz! 

terça-feira, 21 de julho de 2015

bolo gelado de tangerina com coco

Sendo tempo de tangerinas, ganhei um saco cheio delas e não sabia muito bem o que fazer. Como são meio azedas para comermos assim puras, resolvi que faria suco e usaria esse suco em receitas. Esse bolo, tradicionalmente é feito com suco de laranja. 

Nesses seis primeiros meses de faculdade, aprendi algumas coisinhas sobre bolo. Geralmente os fermentos químicos são um preparado à base de bicarbonato de sódio com algum ingrediente ácido. Desse modo, se você não tiver fermento,  pode fazer o bolo com bicarbonato de sódio e usar junto um elemento ácido, como por exemplo, suco de tangerina. Isso explica porque minha mãe dizia que antigamente não havia fermento químico e os bolos eram feitos com bicarbonato de sódio.

Outra coisa para que seu bolo cresça e fique bem fofinho é: incorpore ar na massa! Para incorporar ar, você deve peneirar os farináceos e bater as claras em neve incorporando-as delicadamente à massa no final.  Depois de colocar as claras em neve, não se deve bater a massa com força, só misturar levemente.

Agora, tendo essas explicações acima, não me perguntem como, mas esse bolo tem uma ordem de preparo muito doida e , mesmo assim, dá bem certo. É uma receita antiga do caderno da minha mãe (mudei apenas o suco). Vamos à receita!

Ingredientes:

-4 ovos
-2 xícaras de chá de açúcar
-2 xícaras de chá de farinha de trigo 
-1 xícara de chá de suco de tangerina (ou laranja)
-1 colher de sopa de fermento químico

Calda:

-200 ml de leite de coco
-1/2 litro de leite (ou leite vegetal de sua preferência)
-coco ralado para cobertura (opcional)

Modo de fazer:

Bater as claras em neve (sim, isto você fará primeiro!), acrescentar o açúcar e continuar batendo até o ponto de suspiro. Juntar os demais ingredientes. Costumo colocar as gemas, depois a farinha (não esqueça de peneirar!), aos poucos o suco e, por fim, o fermento. Assar em forno médio, pré aquecido, por aproximadamente 30 a 40 minutos. Espete um palito ou toque com o dedo, caso tenha a prática de verificar a textura da massa pelo toque.

Depois de esfriar, faça furinhos no bolo com um palito ou garfo de dentes finos, misture o leite de coco com o leite e despeje sobre o bolo em todo seu comprimento. Quando a calda tiver penetrado totalmente no bolo, coloque coco ralado por cima e leve à geladeira para gelar. 

Obs: 

-Se você gostar de um sabor cítrico mais acentuado, acrescente à massa raspas da casca da tangerina (ou laranja). Fica delicioso e contrasta com a calda de coco.

-Caso saiba fazer leite de coco caseiro, melhor ainda. Você pode usar só o leite de coco caseiro para molhar o bolo e não usar o leite de vaca.

-Adoce levemente a calda com um pouco de melado de cana ou açúcar demerara se achar necessário.





terça-feira, 30 de junho de 2015

rolinhos apimentados de tofu com abobrinha

Penso que se existe um jeito bom de comer tofú é deixar ele marinando em um molho apimentado.
Neste caso, deixei ele marinar no molho apimentado, enrolei em fatias muito finas de abobrinha crua e levei ao forno para assar. Depois, coloquei um molho agridoce por cima e pronto. Ficou uma entrada deliciosa!

Para a marinada do tofu:

-meia pimenta dedo de moça 
-um dente de alho 
-1/4 de xícara de azeite
-1/4 de xícara de shoyu ligth
-1/2 tofu firme cortado em bastões ou cubos

Amassar a pimenta (sem sementes) e o alho em um pilão, juntar o azeite e o shoyu e colocar sobre os cubos de tofu deixando-os marinar nesse molho por 20 minutos.
Em seguida, corte uma abobrinha em tiras muito finas (usei um descascador de legumes) e enrole os bastões de tofu, escorrendo o excesso de líquido da marinada.
Leve ao forno em refratário untado e asse até que as abobrinhas fiquem macias e o tofu fique bem quente. Sirva com molho agridoce da sua preferência.

Sugestão de molho agridoce:

-melado de cana (aproximadamente 1 colher de sopa)
-suco de uma tangerina (ou duas se for muito pequena)
-1 colher de sopa do líquido apimentado que sobrou da marinada

Misture tudo em uma panelinha e ferva até engrossar levemente. Verifique o sabor e, se necessário coloque mais melado de cana. Coloque uma fina camada desse molho sobre os rolinhos.





Rendimento aproximado: 12 rolinhos.


sexta-feira, 26 de junho de 2015

dall de ervilhas e espinafre com pão chapati

Falando em apimentar o cardápio e aproveitando a temporada de inverno, hoje venho trazer uma receita de dall que eu adoro. Dall é um ensopado indiano, que leva leguminosas, folhas e muitos condimentos, geralmente servido com um pão como o chapati ou outro pão indiano. Trata-se de um ensopado bem condimentado e levemente apimentado (ou muito se você preferir). No inverno, é ótimo pra aquecer, muito aconchegante e saboroso. Vamos à receita?

Ingredientes:

-1 colher de sobremesa de manteiga clarificada
-1 cebola grande em cubos
-3 dentes de alho picados
-2 tomates concassé (tomates sem pele e sem sementes cortados em cubos)
-2 batatas médias descascadas em cubos
-6 pimentas cambuci cortadas em cubos
-1 maço de espinafre (destacar somente as folhas)
-1/2 xícara de ervilhas secas partidas ou 1 xícara de ervilhas frescas congeladas (se for usar a seca, deixe de molho por no mínimo 1 hora)
-coentro a gosto
-1 colher de sobremesa de curry
-sal e pimenta do reino moída na hora a gosto

O processo é super simples. Coloque a manteiga na panela, sue a cebola e o alho rapidamente, acrescente os demais ingredientes (menos o sal e a pimenta) e em seguida coloque água até cobrir. Deixe cozinhar até que forme um caldo cremoso mas com alguns pedaços. Coloque o sal e a pimenta no final.




  
Para fazer o chapati:

-1 xícara de chá de farinha
-1 pitada de sal
-1 colher de sopa de azeite
-1/4 de xícara de água

Junte todos os ingredientes em uma tigela e misture bem. Sove e corte em quatro partes, com elas, faça quatro bolinhas. Abra com o rolo e leve ao fogo em uma frigideira ou panquequeira ou chapa bem aquecida. Depois de "assar" dos dois lados, coloque direto na boca do fogão pra ele formar uma bolha de ar e estufar.

Também fica ótimo com chutneys como esse da foto que foi feito com pimenta cambuci e tangerinas.

Bom friozinho!

terça-feira, 16 de junho de 2015

conserva de pimentas, alhos e ervas

Há muitos jeitos de fazer conservas de pimenta e muita conserva de pimenta sendo vendida por aí.
Mas se há algo que faz toda a diferença é aromatizar a conserva com as suas ervas preferidas e alho. A conserva fica saborosíssima e duas ou três gotinhas perfumam e temperam o prato incrivelmente!
Além do mais, você pode dar seu toque pessoal, usando as suas ervas preferidas e fazer uma conserva exclusiva.

Para estas conservas eu usei:
-pimentas amarelinhas (cumari do pará)
-pimentas malaguetas
-alhos sem casca
-galhos de tomilho
-galhos de manjericão
-folhas de louro
-potes de vidro
-azeite e/ou óleo



Todos os temperos, usei frescos, o sabor é muito melhor, por isso sempre os tenho plantados em vasos, inclusive o louro. Na minha opinião, temperos secos tem sabor de gaveta...
As duas pimentas que usei tem grau forte de ardência, ganhei da horta do irmão e como adoro essa ardência, ficou perfeito. Mas se você vai comprar, sugiro comprar uma de cheiro e uma mais forte pra balancear.

Primeiro lave bem todas as pimentas, esterilize com hipoclorito de acordo com instruções do frasco, seque-as muito bem e reserve. Faça o mesmo com as ervas e alhos.

Ferva todos os potes  de vidro que irá usar em uma grande panela e depois coloque-os no forno aquecido pra secarem bem. Isso fará toda a diferença, secar com o pano de prato (por mais que seu pano esteja limpinho) vai contaminar seu pote com inúmeras bactérias e a pimenta não vai durar.

Feito isso, tire os "cabinhos" e coloque as pimentas nos frascos, alternando os tipos (um pouco das amarelas, um pouco das vermelhas e assim por diante). Coloque as ervas que gostar, um raminho de cada uma delas, uma folha de louro e quantos alhos desejar. No caso dos alhos, fiz um corte em cada um deles para que liberassem o sabor.

Por último cubra com óleo de milho, ou azeite, ou um mix de óleo e azeite, como preferir. Eu gosto do óleo, acho que fica bem bom e sobressai o sabor da pimenta e das ervas. Espere no mínimo uma semana (duas fica melhor) e estará pronto para consumir. Utilize sempre uma colherinha absolutamente seca para servir-se da pimenta e, depois de começar a usar, conserve em geladeira.

Essa conserva fica deliciosa e é bem bacana também pra dar de presente.

O mesmo processo pode ser usado para fazer azeite de ervas.




terça-feira, 26 de maio de 2015

tempo de pimenta rosa ♥

 Pimentas são especiarias incríveis, quer você goste de comê-las ou não. Tem pimenta que arde, que dá sabor, cheiro e até cor aos pratos. Eu gosto muito de ter uma boa variedade de pimentas em casa e variar o uso delas em pratos e petiscos.
E vejam só, mesmo morando em São Paulo, no miolo do concreto todo, ainda é possível ver árvores dessa pimenta que nasce da aroeira e que perfuma com um cheiro incrível a rua por onde cai.
Essa árvore carregadinha, está na rua do meu trabalho e eu aproveitei pra colher um bom galho, higienizar e secar em casa.


Sim, higienizar é muito necessário, com hipoclorito. Pois a árvore aqui estava com muita poluição, ficou uma fuligem preta no fundo do recipiente onde fiz a higienização. O conselho é lavar bem em água corrente, higienizar com água e hipoclorito (ver instruções do fabricante) e depois enxaguar de novo em água corrente. Daí você escorre bem e deixa secar por uns dias em uma bandeja. Coloquei a bandeja em cima do fogão por uma semana porque bate sol todos os dias e ajuda a secar os grãos.


Depois disso, foi só colocar em vidro fervido e seco no forno. Essa pimenta não arde, tem um perfume incrível e fica bem em peixes, vegetais, fundos, o que você quiser. É linda e pode conferir muita beleza ao prato.



Acho que andar olhando pra cima pode ser muito bom. 


quarta-feira, 22 de abril de 2015

o tradicional molho Bechamel e o croque madame

Uma das coisas que aprendemos, primeiro de tudo, na faculdade, são os molhos mãe. O molho Bechamel é um deles. Molho clássico da cozinha francesa e base para muitas delícias como essa: o croque madame que, sem o ovo frito em cima, vira croque monsieur. 

Vamos ao molho Bechamel. 

Ingredientes para o molho:

- 300 ml de leite
- 30 gramas de manteiga clarificada
- 30 gramas de farinha de trigo
- 1/4 de cebola piquet (1/4 de cebola com 1 folha de louro e dois cravos da India espetados)
- sal, pimenta moída na hora e noz moscada (quanto baste)

Aquecer o leite até o ponto de quase fervura, colocar a cebola piquet dentro e desligar. Deixar aromatizando pelo tempo que desejar. Misturar a farinha com a manteiga ainda fora do fogo. Após misturar bem, levar ao fogo até formar o roux (espessante que dará consistência ao molho). Para saber se o espessante está pronto, ele deve perder o cheiro de farinha crua e formar um "creme" bem uniforme. Acrescente o leite aromatizado, que já deve estar frio, aos poucos, de modo que não empelote e mexendo sempre. Deixe ferver um pouco mexendo sempre até a consistência desejada. Tempere com sal, pimenta do reino moída na hora e noz moscada (imprescindível no molho Bechamel). 

Para fazer o croque monsieur ou madame:

- 4  fatias de pão de forma (ou brioche, tradicionalmente)
- queijo gruyere (um pedaço de 200 gr aproximadamente)
- fatias de presunto ou presunto parma (quanto baste)
- molho bechamel
- ovo frito se desejar

Primeiro toste as fatias de pão apenas de um lado. Passe molho bechamel em todas as fatias do lado não tostado (lado que será de dentro). Recheie com presunto e queijo gruyere sem exagerar na dose. Deixe um pedacinho de queijo para ralar em cima. Coloque-os sanduíches já recheados em um refratário anti aderente, cubra com o restante do molho Bechamel e com o queijo ralado. Leve ao forno para gratinar. Caso deseje um croque monsieur, está pronto ao sair do forno. Mas se quiser o croque madame, basta colocar um ovo frito (geralmente com a gema mal passada) em cima.

Para uma versão ovolactovegetariana (que foi a minha versão ali atrás) basta usar só queijo. Ou quem sabe uns cogumelos ou o que mais a imaginação mandar ;)



 Bon appétit !